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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

APROVEITE PARA DEIXAR O VÍCIO

 

À beira de um novo ano e, simultaneamente, de uma nova lei - a Lei do Tabaco - aproveite para rever os malefícios do tabaco, aquela que é considerada a principal causa de morte evitável em todo o mundo pela Organização Mundial de Saúde:

 

- aumenta consideravelmente o risco de desenvolver cardiopatia isquémica e cancro do pulmão (principais doenças associadas à mortalidade derivada do tabagismo)

- desenvolvimento de aterosclerose

- doenças cerebro-vasculares (AVC)

- cancros (cavidade oral, laringe, faringe, esófago, pâncreas, bexiga, rins, colo do útero)

- doenças hormonais (menopausa precoce)

- osteoporose

- doenças respiratórias (bronquite crónica, enfisema, asma)

- doenças gastrointestinais (úlceras)

- diminuição da capacidade respiratória e do rendimento físico

 

 

O tabagismo é responsável por 90% das mortes por cancro do pulmão, 97% das mortes por cancro na laringe, 85% das por bronquite e enfisema, 25% das por doença cardíaca.

 

 

Os principais "venenos" que pode encontrar num cigarro são:

- a nicotina - droga psicoactiva, responsável pela dependência do fumador; actua ao nível do sistema nervoso central (SNC) e diminui a afluência sanguínea aos tecidos

- monóxido de carbono (CO) - diminui a oxigenação do sangue

- alcatrão - altamente cancerígeno

 

E ainda:

 

 

E agora aproveite o fim de 2007 e a nova lei do tabaco, reserve uma das 12 passas para um novo objectivo no novo ano, objectivo que contribuirá para que tenha muitas mais passagens de ano para festejar, diga NÃO ao vício do tabaco e sorria a uma VIDA SEM FUMO!

publicado por Dreamfinder às 14:21

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

OS PERIGOS DAS DIETAS VEGETARIANAS

 

Ser vegetariano está na moda. É uma forma de mostrar um cuidado com a alimentação e com o corpo. No entanto, e apesar das vantagens, que podem advir desta alimentação, existem vários cuidados a ter.

Um dos principais riscos da dieta puramente vegetariana (ao contrário da dieta lacto-ovo-vegetariana) é uma desnutrição proteico-calórica, ou seja, a dificuldade em obter proteínas e calorias suficientes a uma vida saudável.

As calorias presentes nos vegetais e frutas, cerca de 30-50kcal por cada 100g, são muito menores que as das carnes, em que cada 100g de carne tem cerca de 150 a 300 kcal. No entanto, a dieta vegetariana até pode ser benéfica em termos calóricos, já que permite uma diminuição do peso corporal.

Já no que toca as proteínas, o caso revela-se mais sério. Por um lado, a maior parte dos ingredientes destas dietas contém muito menor quantidade de proteínas (1-2g em cada 100g), do que a alimentação à base de carne e peixe (15-20g de proteínas em 100g). Além disso, a maior parte das proteínas vegetais tem baixo valor biológico e algumas proteínas de origem vegetal são digeridas de forma incompleta pelo organismo humano.

Estes riscos assumem relevante importância em determinados grupos de risco, como as crianças, as mulheres grávidas e as lactantes. Por exemplo, enquanto que um adulto requere diariamente cerca de 0,8g de proteínas e 40 kcal por kg do seu peso corporal (um homem de 72kg necessita diariamente de 58g de proteína diária), uma criança pequena tem o dobro ou o triplo das necessidades. Da mesma forma, uma mulher gestante necessita de uma quantidade adicional de 10g de proteína e 300kcal por dia e uma lactante necessita de 15g de proteína e 300kcal extras diariamente.

Assim, este grupo de risco está particularmente sujeito à desnutrição proteico-calórica, quando pratica uma dieta exclusivamente vegetariana. Além disso, filhos de mães vegetarianas têm geralmente menor peso ao nascer e crianças vegetarianas apresentam um desenvolvimento mais lento nos primeiros 5 anos, relativamente a crianças com uma dieta mista.

No caso de crianças pequenas vegetarianas é fundamental conseguir as calorias e proteínas suficientes a um crescimento saudável. Isto pode ser conseguido pela inclusão de ovos e leite na dieta (são excelentes fontes de calorias e proteínas de alta qualidade), alimentos vegetais com alta densidade calórica, como noz, grão, feijão seco e frutos secos e alimentos vegetais ricos em proteínas com padrões de aminoácidos complementares. É fundamental ter o cuidado de incluir na dieta os aminoácidos essenciais (aminoácidos que o organismo humano é incapaz de produzir, podendo apenas ser obtidos pela dieta), já que enquanto que a maioria das proteínas animais contém, geralmente, todos os aminoácidos essenciais, nas proteínas vegetais faltam um ou mais destes aminoácidos. A chave é sempre uma alimentação ponderada em que, por exemplo, se se combinar o milho (deficiente em lisina) com legumes (deficientes em metionina, mas ricos em lisina), se conseguem compensar as falhas da alimentação vegetariana.

Concluindo, ser vegetariano deve ir muito além de uma mera tendência ou moda e não é apenas comer vegetais e banir o resto da alimentação. Ser vegetariano passa, necessariamente, por um planeamento cuidado da alimentação e pelo conhecimento das necessidades básicas do nosso organismo.

publicado por Dreamfinder às 17:58

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

CUIDADO COM A DIABETES

publicado por Dreamfinder às 18:29

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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

NOVA DESCOBERTA GENÉTICA

No maior rastreio genético de sempre, realizado por um conjunto de investigadores constituído por 50 equipas de todo o Mundo, o Wellcome Trust, foi analisado todo o genoma de dois mil pacientes para cada uma das doenças e o de três mil pessoas sãs.
Os resultados foram publicados esta semana na revista científica norte-americana Nature. Mostram que, por exemplo, numerosos genes influenciam a predisposição para doenças bipolares, mas que cada gene tomado individualmente representa um risco muito pequeno para esta doença (à qual dedico um post neste blog) que afecta 100 milhões de pessoas pelo Mundo. Outro exemplo, um único gene duplica o risco de uma crise cardíaca em 20 por cento dos doentes que tenham duas cópias desse gene.
Entre outras descobertas, os investigadores encontraram uma ligação entre duas doenças aparentemente sem nada em comum: a diabetes tipo I (a menos frequente) e uma doença inflamatória do intestino, a doença de Crohn - um único gene, baptizado "PTPN2", que está envolvido na regulação do sistema imunitário. Também a hipertensão arterial, doença coronária, artrite reumatóide e diabetes tipo II foram outras das doenças-alvo deste estudo.
Uma investigação importante que abre caminho a melhores diagnósticos e a novas formas de tratamento, mais eficazes e personalizadas. Mas, alertam, nem tudo está nos genes. Há numerosos factores exteriores, como os estilos de vida (passíveis de serem modelados por cada um) ou o ambiente, que interferem no estado de saúde dos indivíduos, pelo que a prevenção continua a ser "o melhor remédio".

publicado por Dreamfinder às 20:46

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Sábado, 26 de Maio de 2007

PÉ-DE-ATLETA

O pé-de-atleta é uma micose causada por fungos do género Epidermphyton. Este fungo é um microorganismo capaz de, em condições ideais para se proliferar, causar infecções.
Os fungos desenvolvem-se em todo o tipo de ambientes, porém mais ainda em lugares onde existe pouca ou nenhuma luz, bastante humidade e matéria orgânica morta.
O pé-de-atleta é uma infecção extremamente comum, que ataca mais homens do que mulheres, em geral adultos e é cientificamente chamado de Tinea pedis.
Ele pode incidir na pele e nas unhas, na região dos pés, sendo mais acentuado entre os dedos dos pés e de tratamento mais prolongado quando atinge as unhas.
Quando os fungos que causam o pé-de-atleta (os Epidermphyton) entram em contacto com a pele dos pés, particularmente nos vãos dos dedos, que é a região normalmente mais abafada e mais húmida, surge uma reacção no tecido de modo a combater os efeitos do agente nocivo. O pé-de-atleta, além do desconforto, causa problemas estéticos nos pés. Assim, os pés reclamam quando as unhas se tornam queratinosas e fracas, às vezes curvas, ou quando, por entre os dedos, surgem feridas que causam uma impressão de falta de cuidados ou de higiene.
As feridas podem surgir desde uma pele vermelha que se descama até pequenas bolhas e um formato esbranquiçado da pele, com leves tons cinza, típicos de fungo (de aparência semelhante à casca da laranja contaminada por fungos).
Os pés também reclamam quando começam a sofrer pruridos, ou quando, depois de avançada a micose, são obrigados a esconderem-se dentro dos sapatos quando a pessoa sai à rua.
Os pés não servem apenas para sustentação do nosso corpo, mas também para nossa locomoção e são umas das formas de apresentação no convívio social. Pés bem tratados exibem-se sem reclamar e, para isso, há que se ter os cuidados necessários.

Entre os mais comuns factores de risco estão o uso de sapatos fechados e de meias sintéticas, uma má higiene dos pés, o acto de andar descalço em balneários ou nas piscinas e o stress, que ao tornar mais vulnerável o nosso sistema imunitário, aumenta a facilidade da infecção.

Assim, e mais uma vez, a prevenção revela-se fundamental para evitar esta desagradável infecção. Entre os comportamentos preventivos a adoptar podem ser referidos:

- Lavar bem os pés e enxugar principalmente no espaço entre os dedos.
- Procurar um dermatologista caso se verifique algum sintoma de descamação, dor sob as unhas ou aparência de ‘bolor’ nos vãos entre os dedos do pé.
- Iniciar o tratamento o mais rápido possível após a constatação de pé-de-atleta, lembrando que uma infecção, se mal cuidada, pode desenvolver outras doenças.

- Limpar os sapatos por dentro, usando desinfectante diluído ou álcool, deixando-o secar bem antes de calçar.
- Não usar meias de fios sintéticos, preferindo as de algodão, que são permeáveis.


- Andar o maior tempo possível descalço, dentro de casa, e usar chinelos quando em espaços públicos como piscinas, praias e locais húmidos de grande afluência de pessoas.

O tratamento, geralmente, é feito com pós e cremes antifúngicos, de aplicação local. Se o problema estiver muito acentuado, o médico pode receitar um antimicótico via oral.

publicado por Dreamfinder às 10:53

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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

CALOR QUE MATA!

O Verão é, certamente, a altura mais esperada do ano. Não só porque é sinónimo de férias, mas particularmente porque é sinónimo de bom tempo, sol, praia, calor… No entanto, nos últimos anos este calor tem-se tornado, não apenas desagradável, como também fatal.

No cronograma oficial, Portugal está a partir de hoje preparado para o calor, estando os meios de prevenção reforçados, tanto na atenção aos grupos de risco mais afectados pelas ondas de calor, como na vigilância aos fogos florestais.

Na área da saúde foi elaborado, pelo quarto ano consecutivo, mais um plano de contingência para as ondas de calor. Apesar de todos os planos e toda a preparação, o que os dados estatísticos nos dizem é que, efectivamente, o calor mata! Em Portugal, no ano de 2005, uma onda de calor que ocorreu em Junho, matou cerca de 462 pessoas. No ano passado, duas vagas de calor, provocaram 1259 mortes.

A Direcção Geral de Saúde assume que as ondas de calor poderão fazer-se sentir novamente este ano e com maior impacto. Como o Inverno foi brando, muitas pessoas debilitadas que escaparam às complicações do frio poderão ser vítimas de um eventual Verão tórrido.

É importante que a informação chegue sobretudo aos meios mais próximos dos grupos de risco: crianças e idosos, os mais frágeis relativamente às variações bruscas de temperatura. A DGS não só tem feito chegar a informação a inúmeras instituições associadas, como a própria União das Misericórdias Portugueses se comprometeu a ajudar na divulgação dos riscos do calor e das medidas preventivas a tomar.

Na realidade, as previsões britânicas sugerem que 2007 terá o Verão mais quente dos últimos anos. Esta tendência tem-se relevado cada vez mais preponderante nos últimos anos, já que dos 12 anos mais quentes registados desde há cerca de 150 anos, 11 estão entre 1995 e 2006, o que prova que as alterações climatéricas não se resumem a um mito. São reais e têm efeitos graves na população.

O que é certo é que, em Portugal, 2007 já vai quente. Os quatro primeiros meses do ano tiveram todos temperaturas médias acima dos valores considerados normais. Em Abril verificou-se a primeira vaga de calor. As próximas estarão para chegar.

A novidade deste ano serão as fichas de acção que a DGS está a ultimar, das quais três já foram concluídas, destinando-se uma aos profissionais de saúde, outra para prestadores de cuidados a idosos e uma terceira para quem trabalha com crianças.

É importantíssimo o acompanhamento destes grupos de risco: as crianças desidratam facilmente e são particularmente frágeis porque os seus mecanismos de regulação da temperatura corporal são ainda imaturos; nos idosos há um pior funcionamento destes, o que os deixa mais susceptíveis; também os doentes acamados, os obesos, indivíduos com problemas renais, doenças cardiovasculares crónicas e comportamentos de risco como o consumo excessivo de álcool ou exposição prolongada ao sol merecem especial atenção.

Mas quais são os efeitos deste calor excessivo no organismo humano? Cãibras musculares, pela perda de água e sais minerais; exaustão pelo calor, relacionada com uma mais rápida desidratação, que pode ainda causar náuseas, vómitos, dores de cabeça, tonturas; e golpe de calor, que corresponde já a uma emergência médica e que está relacionado com a incapacidade do organismo de regular a temperatura e consequente aumento excessivo da temperatura corporal interna, o que pode provocar lesões internas graves.

Também a Protecção Civil tem um papel relevante nestas situações, com a divulgação das medidas preventivas para evitar estes efeitos do calor excessivo. Entre as precauções recomendadas encontram-se as seguintes:

- Ingerir água ou outros líquidos não açucarados com regularidade, mesmo que não se sinta sede. Pessoas que sofram de epilepsia, doenças cardíacas, renais ou de fígado ou que tenham problemas de retenção de líquidos devem consultar um médico antes de aumentarem o consumo de líquidos.

- Os idosos devem ser incentivados a beber pelo menos mais um litro de água por dia para além da que bebem normalmente. Eles vão rejeitar mas deve-se insistir.

- Procurar manter-se dentro de casa ou em locais frescos.

- Em casa, durante o dia, abrir as janelas e manter as persianas fechadas, de modo a permitir a circulação de ar.

- Durante a noite, abrir bem as janelas para que o ar circule e a casa arrefeça.

- Evitar sair à rua nas horas de maior calor, e quando se sai proteger-se usando um chapéu ou um lenço.

- Vestir roupas leves de algodão e de cores claras. As cores escuras absorvem maior quantidade de calor.

- Evitar usar vestuário com fibras sintéticas ou lã. Provocam transpiração, podendo levar à desidratação.

- Evitar fazer exercício físico ou outras actividades que exijam muito esforço.

- Evitar estar de pé durante muito tempo, especialmente em filas e ao sol.

- Um pequeno duche de água tépida arrefece o corpo rapidamente aumentando o conforto. Se o corpo estiver muito quente evitar tomar banho com água muito fria.

Claro que na praia os cuidados se redobram, devendo-se fazê-lo apenas nas primeiras horas da manhã (até às 11 horas) ou ao fim da tarde (depois das 17h), manter-se à sombra, usar chapéu, óculos escuros e protector solar.

E agora é caso para perguntar: o Verão será assim tão agradável?

publicado por Dreamfinder às 21:36

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

A SAÚDE NO LOCAL DE TRABALHO

 

A Saúde no Trabalho é outro dos focos de intervenção da Medicina Preventiva. O controlo das condições no local de trabalho está cada vez mais delimitado pela legislação e mais exigente mas, no entanto, apesar disso, continuam a ser comuns os acidentes de trabalho relacionados com a falha deste controlo.

Assim, também é importante a promoção da saúde no espaço de trabalho, através da regulação dos factores ambientais e do controlo das condições de trabalho.

Nos factores ambientais incluem-se o estado das instalações; quaisquer factores contaminantes do meio ambiente e prejudiciais para a saúde (de natureza física, química, biológica, …); as exigências laborais e consequente sobrecarga física e psíquica, relacionados com a organização do trabalho; e as condições de segurança.

Mas se todos estes factores, que se podem considerar físicos, têm uma implicação directa na saúde dos indivíduos, também factores de ordem mais psicológica e social influenciam o estado de saúde. Entre estas condições de trabalho que condicionam a saúde podem destacar-se a existência de um ambiente são e seguro, o interesse e a criatividade das tarefas, o direito de participar, a possibilidade de novas aprendizagens e de maior evolução, o estabelecimento de relações laborais sem autoritarismo e de boas relações de entre-ajuda entre colegas de trabalho…

Apesar de talvez não ser costume pensarmos muitos neste tipo de promoção, a promoção para a saúde no local de trabalho (PST) revela-se importantíssima para a prevenção de inúmeros acidentes ou patologias associadas a longo prazo. A PST tem dois grandes objectivos na área da prevenção: mudar comportamentos e estilos de vida, que se esperam (que se espera que se tornem mais saudáveis) e a educação para a saúde no trabalho. A promoção para a saúde no trabalho deve ocorrer sempre a três níveis: individual, organizacional e económico.

Concluindo, a Medicina Preventiva, tanto na promoção para a saúde, como na prevenção da doença, deve não só visar grupos de risco, mas também locais de risco, como é o caso do local de trabalho. É importante a sensibilização da população para estes riscos e para a alteração de comportamentos necessária para os evitar.

publicado por Dreamfinder às 21:50

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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

A SAÚDE E A ESCOLA

Um dos locais onde se revela importante a intervenção da Medicina Preventiva é, certamente, nas escolas. As escolas devem ser vistas como locais para a promoção da saúde, já que são um local chave no desenvolvimento individual e social, mas também porque a saúde influencia o desempenho dos alunos na aprendizagem.

As escolas promotoras de saúde (EPS) implicam o envolvimento da comunidade educativa com a existência de uma relação entre a educação e a saúde e também a colaboração destas escolas com os centros de saúde.

As EPS actuam a diferentes níveis no seu objectivo de promover a saúde: ao nível ecológico, curricular, psicosocial, comunitário e organizacional. Esta promoção da saúde dá particular relevo à higiene geral, nutrição, educação física, educação sexual, educação sanitária (tabaco, alcoolismo, toxicodependências, acidentes, delinquências, criminalidade). Entre as prioridades na atenção prestada à saúde dos alunos destacam-se a saúde mental, a alimentação, a saúde oral, a sexualidade, uso e abuso de substâncias lícitas e ilícitas, segurança, vacinação e prevenção do VIH/SIDA.

Mais tarde, na vida escolar dos indivíduos, também as universidades devem ser locais promotores de saúde, com especial atenção às oportunidades dos estudantes (saúde pessoal, desenvolvimento social) e aos constrangimentos (estruturais e financeiros).

A Universidade de Lisboa é um exemplo de uma entidade universitária que se preocupa com a promoção da saúde dos seus estudantes, através da oferta de inúmeras actividades e ajudas, como bolsas de estudo, alojamentos, alimentação, actividades culturais e desportivas e serviços médicos. No que diz respeito à saúde, a UL oferece consultas de Clínica Geral, Ginecologia, Planeamento Familiar, Saúde Mental e Promoção da Saúde.

Uma recolha de informação sobre a saúde dos discentes da Ul revelou que cerca de 43% dos alunos considera ter um bom estado de saúde, 34% considera ter uma saúde muito boa, e só 1% assume ter uma saúde fraca. 60% dos discentes afirma estar sujeito a um stress diário moderado e 22% a muito stress. 45% dos alunos diz ter uma boa condição física e 31% razoável. A maioria dos alunos (40%) pratica desporto 2 vezes por semana. No que diz respeito aos hábitos tabágicos, cerca de 79% nunca fumou regularmente, 16% fuma e 5% deixou de fumar, sendo que a maioria dos fumadores fuma cerca de 6 a 10 cigarros por dia. 94% dos estudantes afirma nunca ter consumido drogas e nos consumidores as mais populares são o haxixe e a cannabis. 42% dos alunos inquiridos afirmou ter usado apenas preservativo como protecção na última relação sexual e 15% não usou nenhuma protecção.

Concluindo, os locais de ensino devem ser focos da promoção da saúde, dando atenção aos variados e específicos determinantes da saúde dos estudantes.

publicado por Dreamfinder às 21:35

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

O CANCRO DO CÓLON E RECTO

Todos os dias somos confrontados com a enorme diversidade de cancros que atingem a população. Mas será que somos efectivamente alertados para os mais incidentes? Para aqueles que mais matam no nosso país? Provavelmente não.

O Cancro do Cólon e Recto é, certamente, um daqueles com o qual estamos menos familiarizados, já que não tem a mesma projecção que o cancro da mama ou o do pulmão, no que toca a divulgação pelos meios de comunicação. E, no entanto, é dos cancros com maior mortalidade e incidência em Portugal.

O Cancro do Cólon e Recto resulta de um espessamento anormal da parede interna do intestino grosso e geralmente desenvolve-se a partir de pequenos pólipos, inicialmente benignos, que vão crescendo até criarem metástases (situação em que estamos já perante um carcinoma).

O Cancro Colo-Rectal pode ser considerado uma doença da civilização, afectando particularmente os países mais desenvolvidos, facto que está relacionado com a dieta rica em gordura animal e pobre em fibras. Entre os factores de risco que aumentam a susceptibilidade a este tipo de cancro podemos salientar: a idade (com o aumento da idade, aumenta a incidência de CCR), a história familiar e pessoal de cancro, a existência de pólipos colo-rectais (que devem ser removidos, mesmo que sejam benignos), doenças genéticas (como o Carcinoma do Cólon Hereditário Não associado a Polipose – CCHNP – ou como a Polipose Adenomatosa Cólica Familiar - PACF), doenças que afectam o intestino como é o caso da Doença de Crohn ou da Colite Ulcerosa e ainda a alimentação (o consumo excessivo de gorduras animais e alimentos fumados e a pobreza em vegetais, fruta, fibras, cálcio, …), o excesso de peso, o sedentarismo e o tabagismo.

Nos últimos 30 anos tem-se verificado um aumento significativo da incidência deste tipo de cancro, que afecta mais os homens e que é diagnosticado sobretudo a partir dos 50 anos (cerca de 50% dos casos). Este cancro afecta sobretudo o recto, o cólon ascendente e o sigmóide.

Mais de metade dos casos quando diagnosticados, já não são curáveis, resultando na morte da pessoa afectada. Actualmente, o Cancro do Cólon e Recto é aquele que mais mata em Portugal, com uma média de 10 mortes/dia.

A prevenção tem de ser uma arma a utilizar contra estes números, para que se possa, por um lado, diminuir a incidência de CCR na população e, por outro, a mortalidade enquanto consequência de um diagnóstico tardio. É assim importante uma prevenção primária através da sensibilização das pessoas para esta realidade que é o Cancro do Cólon e Recto, informando-as destes números alarmantes e de que é possível prevenir, adoptando comportamentos e estilos de vida mais saudáveis. Entre as medidas a tomar revelam-se importantes a prática de exercício físico regular e sobretudo a adopção de uma alimentação adequada, hipo-lipídica, rica em fibras, fruta, vegetais, peixe e oligoelementos (como o cálcio, ácido fólico, selénio, vitaminas A, C, D e E). Também é significativo que as pessoas estejam alertadas para os sintomas do CCR, havendo assim uma maior vigilância individual para que não hesitem em caso de dúvida a procurar um especialista. O CCR pode provocar a alteração dos hábitos intestinais, diarreia, obstipação, sangue nas fezes, desconforto abdominal, perda de peso, cansaço, … Por fim, é ainda fundamental a sensibilização da população para a importância do diagnóstico precoce, que aumenta significativamente a taxa de sucesso dos tratamentos e, consequentemente, a estimulação da população para a prática de uma prevenção secundária.

A prevenção secundária é realizada em indivíduos assintomáticas que aparentemente não têm a doença, através do rastreio do CCR. Este rastreio pode ser feito através da PSO (pesquisa de sangue oculto nas fezes), SF (sigmoidoscopia flexível), colonoscopia (é o método de rastreio mais eficaz e completo), polipectomia, …

A prevenção terciária é levada a cabo em indivíduos que já contraíram a doença e consiste no tratamento da mesma. Consoante a fase da história natural da doença em que esta é diagnosticada, as características particulares do paciente (idade e outras patologias), escolhe-se o tipo de tratamento, que pode ter fins curativos ou paliativos.

Concluindo, o Cancro Colo-Rectal é um dos cancros mais incidente e que mais mata em Portugal. Logo, revela-se fundamental a divulgação desta realidade negativa e a instigação da população no sentido de tomar medidas preventivas e facilitar o diagnóstico precoce.

 

publicado por Dreamfinder às 20:12

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

A SAÚDE DA MULHER

Entre os grupos de risco que merecem particular atenção da Medicina Preventiva, está a mulher, ao longo das várias fases da sua vida e que devem ser marcadas por diferentes e adequados tipos de prevenção.

Até à adolescência (18 anos), as raparigas devem ser seguidas por um pediatra, que deve acompanhar o seu crescimento, no qual se destaca o início da menstruação (menarca), cuja idade média actualmente é de 13 anos.

Com o início da actividade sexual, o pediatra ou o médico de família deve reencaminhar a adolescente para consultas de planeamento familiar ou para um ginecologista. Nestas consultas deverá escolher-se o mais adequado meio de contracepção e a jovem deverá ser informada sobre as doenças sexualmente transmitidas e os comportamentos sexuais de risco a evitar.

Outra fase importante na vida da mulher é o primeiro parto, cuja idade tem sofrido um atraso progressivo, situando-se a idade média da primeira gravidez entre os 28 e 29 anos. Além da vigilância clínica da gestação, também importante a atenção do médico à forma como a gestante concilia a vida familiar com a profissional e ainda é importante efectuar a prevenção primária do cancro da mama e da obesidade.

Durante a idade adulta é fundamental o acompanhamento médico de situações clínicas como a prevenção do cancro do colo uterino (através do exame de Papanicolaou ou de uma colposcopia), patologia referente à qual somos o país da UE com maior incidência, prevalência e mortalidade; prevenção secundária do cancro da mama (através da auto-palpação mamária, ecografias e mamografias regulares a partir dos 40 anos); a prevenção da osteoporose, que afecta particularmente o sexo feminino (através de uma dieta equilibrada, exercício físico e terapêutica hormonal).

Na menopausa os cuidados médicos devem voltar a acentuar-se, dando particular atenção aos sintomas neuro-vegetativos, à osteoporose e ao risco de doenças cardiovasculares.

Por fim existem ainda questões acessórias, mas que também merecem grande atenção por parte do médico, como a violência doméstica, o contexto laboral (saúde ocupacional, doenças profissionais e ainda casos de assédio sexual no local de trabalho) ou, por exemplo, um assunto cada vez mais actual e de índole ética como é a interrupção voluntária da gravidez.

Em conclusão, a mulher é, ao longo de toda a sua evolução, uma vítima frequente de inúmeras patologias, devido às suas características tão peculiares. Exige por isso uma atenção acrescida por parte do médico que a acompanha ao longo do seu ciclo de vida e é um dos alvos principais da Medicina Preventiva, já que a prevenção faz, certamente, a diferença!

publicado por Dreamfinder às 20:42

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